Este primeiro volume poético de autoria do jornalista, radialista, publicitário e designer gráfico gaúcho Adriel Ferreira surpreendeu-me de forma bastante positiva, pois reúne qualidades capazes de satisfazer até mesmo os leitores mais exigentes.
O livro inicia com a presença de belos aforismos, nos quais Adriel já antecipa sua capacidade de dizer muito com poucos recursos linguísticos, como em: “O tempo é um baita ladrão da felicidade!” (p. 9).
Adiante, o poeta oferece ao público uma poesia de forte apelo humano, tendo em vista que dialoga com experiências universais da vida com grande sensibilidade e perspicácia, ilustradas, por exemplo, nos versos do poema “Resolvi”: “A vida não reserva / tempo para escolher.” e “O mundo anda muito sério / pra tantos sonhos / que tenho por viver.” (p. 15).
Há poemas românticos, como se observa em “A Saudade”: “[...] a vontade / de estar junto é maior. / É que o tempo passa, / como se não passasse o tempo.” (p. 19). E há poemas reflexivos, como “Pétalas secas”: “Do segredo em guardar / as pétalas secas, / aprendemos o quanto / um dia foram belas.” (p. 40).
Nas páginas de "Pensamentos ao Vento", o leitor encontrará textos maiores ou menores em extensão, mas sempre ricos em sensibilidade e apuro técnico, porque Adriel emprega recursos poéticos diversos com notável naturalidade.
Dentre todos os títulos pertencentes a esta sublime coletânea poética, os que mais me agradaram foram: “Resolvi”, “A Saudade”, “Pés descalços”, “Reencontro”, “Pétalas secas”, “Gosto” e “Você”.
Sendo assim, recomendo o livro em questão para todas as pessoas que apreciam poesia, pois qualquer leitor encontrará em suas páginas uma experiência de leitura significativa. No entanto, a obra também se mostra bastante indicada para aqueles que não possuem o hábito de ler textos em verso, uma vez que "Pensamentos ao Vento" é composta por poemas acessíveis, delicados e profundamente comoventes.



