- Autora: Luiza Alves
Entre o medo da rejeição e as marcas deixadas por palavras descuidadas, "O monstro que se chamava Cala a Boca" retrata o isolamento de um protagonista incompreendido. Com humor, leveza e sensibilidade, o livro explora o encontro com o monstro Boca Suja para nos lembrar da responsabilidade da linguagem, da força do altruísmo e da arte de saber quando e como falar.
Neste seu primeiro livro infantil, a multifacetada psicóloga, musicista, escritora e editora gaúcha Luiza Alves brinda os leitores com uma narrativa relevante, certamente fundamentada em sua bagagem profissional e conduzida por uma impressionante criatividade. Trata-se de uma história de leitura rápida, mas que permanece ecoando na mente de quem a aprecia de verdade.
A obra também é graficamente muito instigante. As ilustrações criadas por Bruno Veiga não apenas complementam o texto, como também estimulam visualmente o público ao fugirem do tradicional, pois os desenhos são modernos e expressivos, compostos por uma paleta vibrante de cores fortes — imagens marcantes, que não pretendem soar necessariamente "fofinhas".
O texto verbal, todo grafado em caixa-alta, apresenta bom tamanho e uma estética que remete à escrita manual, recurso que amplia o alcance do livro e acolhe indivíduos de diversas idades.
O material da edição física é durável e de excelente qualidade, uma vez que o acabamento grampeado combina-se a páginas densas e plastificadas, perfeitamente preparadas para o manuseio constante dos pequenos leitores sem demonstrar desgaste.
Portanto, "O monstro que se chamava Cala a Boca" é uma publicação de grande valor, capaz de encantar todas as idades e especialmente indicada para crianças maiores e pré-adolescentes. Seu enredo deixa lições valiosas sobre o incentivo à liberdade de expressão, o respeito à pluralidade de opiniões e a reflexão sobre a importância do bom senso ao decidir quando e como usar o dom da palavra.



