sábado, 27 de setembro de 2025

"Poemas que escolhi para as crianças", de Ruth Rocha

Nesta maravilhosa obra, a antológica Ruth Rocha (com a ajuda da filha Mariana) selecionou poemas de autores brasileiros de diferentes épocas para a apreciação das crianças (e dos adultos também, logicamente).

Os textos, organizados em blocos temáticos e brilhantemente ilustrados por nove artistas, vão desde os clássicos Casimiro de Abreu e Gonçalves Dias até os contemporâneos Arnaldo Antunes e Paulo Becker, por exemplo.

Portanto, este volume é um verdadeiro baú de tesouros. Um livro para ter e apreciar com carinho.


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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

"Ninguém pode com Nara Leão: uma biografia", de Tom Cardoso

Antes de fazer a leitura, sabia muito pouco sobre Nara Leão. Conhecia partes da sua história e tinha em CD o álbum "Garota de Ipanema", de 1985, gravado no Japão — que é, nada mais, nada menos, o primeiro registro em CD de um artista brasileiro na história.

No entanto, agora nutro uma consideração muito maior pelas figuras pública e privada de Nara Leão, uma artista sem igual e uma pessoa verdadeiramente interessante.

É isso que consegue a obra de Tom Cardoso, cuja narrativa retrata a biografia da cantora com respeito, admiração e paixão, por meio de uma escrita envolvente e coesa, que facilita a leitura e o encantamento.

Além disso, a forma esmiuçada com que o jornalista descreve a produção dos álbuns de Nara instigou-me a não só ler essa biografia, mas também escutar toda a sua discografia.

Por isso, considero esse livro fundamental tanto para aqueles que já tinham alguma noção de quem era Nara Leão quanto para quem nunca ouviu falar dessa intérprete tão especial da nossa música brasileira.


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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

"(in)", de Antônio Carlos Policer




- Título: “(in)”
- Autor: Antônio Carlos Policer 
- Editora: Autografia (RJ)
- Ano de lançamento: 2021
- Nº. de páginas: 140
 
 
Em seu brilhante livro “(in)”, o poeta Antônio Carlos Policer diz muito com o mínimo de recursos, captura a poesia nas situações mais inusitadas e lapida as palavras quando necessário. Seus versos brincam com os vocábulos, tanto com os significados quanto com os significantes. E seus poemas nascem de uma sensibilidade, de uma perspicácia, bem como de um poder de síntese realmente admiráveis.
 
Ao longo da leitura, percebe-se que tudo o que faz é cuidadosamente pensado, e nada está ali por acaso. Por outro lado, constata-se que sua poesia não é para qualquer leitor. É necessário, por exemplo, ter bons conhecimentos prévios para tirar o maior proveito de seus textos.
 
Meus poemas favoritos são: “contagem regressiva”, “poema de utilidade pública”, “dúvida linguística”, “onirismo”, “Poética”, “Persona”, “hora de acordar”, “nova antropofagia”, “auto-reverse”, “doença comercial”, “Exame”, “celibato”, “e-poem”, “A marcha”, “Carta ao administrador”, “desca(n)so geral”, “descentralização de poder público”, “Paladar”, “Labor” e “Um poema natalino”.
 
Sendo assim, posso afirmar, sem receio, que “(in)” é um dos melhores volumes poéticos que já tive a oportunidade de ler, porque é criativo, inovador, crítico, inteligente, coerente e inspirador. Poucos livros provocaram tanto impacto em mim durante a leitura. Sem sombra de dúvida, Antônio Carlos Policer tira o leitor da zona de conforto e, se este permitir, preenche a sua vida com a mais qualificada poesia brasileira contemporânea.

sábado, 6 de setembro de 2025

"Dança nas sombras", de Julie Garwood

"Dança nas Sombras", de Julie Garwood, apresenta uma narrativa que mistura elementos de suspense e romance. O livro tem início com o casamento de Dylan Buchanan com Kate MacKenna, até que um estranho, que se identifica como Professor MacKenna, traz à tona uma antiga história de rivalidade entre as duas famílias, o que deixa os convidados da cerimônia curiosos e perplexos. Jordan Buchanan, irmã de Dylan, é quem mais fica entusiasmada com o que o excêntrico professor conta e, a partir de então, sai em uma aventura em busca de uma pequena e desconhecida cidade chamada Serenity, na qual encontrará muito além de narrativas pretéritas a respeito dos dois clãs.

Apesar de momentos intrigantes, como os mistérios envolvendo o Professor MacKenna, o ataque à protagonista Jordan e os corpos encontrados no porta-malas, a superficialidade da obra limita o impacto e a empolgação que poderiam envolver um leitor mais exigente. Trata-se de uma leitura para passar o tempo, mas está bem distante de ser marcante. É, na verdade, um título com apelo puramente comercial.