sexta-feira, 3 de outubro de 2025

"A senha do mundo", de Carlos Drummond de Andrade

"A senha do mundo" é um livro de poesia infantojuvenil muito bonito, cujos poemas nos transportam à infância — e, de certo modo, à própria vida — de outros tempos. Para temperar seus delicados versos drummondianos, a obra traz ilustrações originalmente publicadas nos periódicos ingleses do século XIX Chatterbox e British Workman.

É um título que sempre encontrei nas bibliotecas das escolas em que trabalho, de valor inestimável e, infelizmente, pouco lido pelos frequentadores desses preciosos locais.


sábado, 27 de setembro de 2025

"Poemas que escolhi para as crianças", de Ruth Rocha

Nesta maravilhosa obra, a antológica Ruth Rocha (com a ajuda da filha Mariana) selecionou poemas de autores brasileiros de diferentes épocas para a apreciação das crianças (e dos adultos também, logicamente).

Os textos, organizados em blocos temáticos e brilhantemente ilustrados por nove artistas, vão desde os clássicos Casimiro de Abreu e Gonçalves Dias até os contemporâneos Arnaldo Antunes e Paulo Becker, por exemplo.

Portanto, este volume é um verdadeiro baú de tesouros. Um livro para ter e apreciar com carinho.


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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

"Ninguém pode com Nara Leão: uma biografia", de Tom Cardoso

Antes de fazer a leitura, sabia muito pouco sobre Nara Leão. Conhecia partes da sua história e tinha em CD o álbum "Garota de Ipanema", de 1985, gravado no Japão — que é, nada mais, nada menos, o primeiro registro em CD de um artista brasileiro na história.

No entanto, agora nutro uma consideração muito maior pelas figuras pública e privada de Nara Leão, uma artista sem igual e uma pessoa verdadeiramente interessante.

É isso que consegue a obra de Tom Cardoso, cuja narrativa retrata a biografia da cantora com respeito, admiração e paixão, por meio de uma escrita envolvente e coesa, que facilita a leitura e o encantamento.

Além disso, a forma esmiuçada com que o jornalista descreve a produção dos álbuns de Nara instigou-me a não só ler essa biografia, mas também escutar toda a sua discografia.

Por isso, considero esse livro fundamental tanto para aqueles que já tinham alguma noção de quem era Nara Leão quanto para quem nunca ouviu falar dessa intérprete tão especial da nossa música brasileira.


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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

"(in)", de Antônio Carlos Policer




- Título: “(in)”
- Autor: Antônio Carlos Policer 
- Editora: Autografia (RJ)
- Ano de lançamento: 2021
- Nº. de páginas: 140
 
 
Em seu brilhante livro “(in)”, o poeta Antônio Carlos Policer diz muito com o mínimo de recursos, captura a poesia nas situações mais inusitadas e lapida as palavras quando necessário. Seus versos brincam com os vocábulos, tanto com os significados quanto com os significantes. E seus poemas nascem de uma sensibilidade, de uma perspicácia, bem como de um poder de síntese realmente admiráveis.
 
Ao longo da leitura, percebe-se que tudo o que faz é cuidadosamente pensado, e nada está ali por acaso. Por outro lado, constata-se que sua poesia não é para qualquer leitor. É necessário, por exemplo, ter bons conhecimentos prévios para tirar o maior proveito de seus textos.
 
Meus poemas favoritos são: “contagem regressiva”, “poema de utilidade pública”, “dúvida linguística”, “onirismo”, “Poética”, “Persona”, “hora de acordar”, “nova antropofagia”, “auto-reverse”, “doença comercial”, “Exame”, “celibato”, “e-poem”, “A marcha”, “Carta ao administrador”, “desca(n)so geral”, “descentralização de poder público”, “Paladar”, “Labor” e “Um poema natalino”.
 
Sendo assim, posso afirmar, sem receio, que “(in)” é um dos melhores volumes poéticos que já tive a oportunidade de ler, porque é criativo, inovador, crítico, inteligente, coerente e inspirador. Poucos livros provocaram tanto impacto em mim durante a leitura. Sem sombra de dúvida, Antônio Carlos Policer tira o leitor da zona de conforto e, se este permitir, preenche a sua vida com a mais qualificada poesia brasileira contemporânea.

sábado, 6 de setembro de 2025

"Dança nas sombras", de Julie Garwood

"Dança nas Sombras", de Julie Garwood, apresenta uma narrativa que mistura elementos de suspense e romance. O livro tem início com o casamento de Dylan Buchanan com Kate MacKenna, até que um estranho, que se identifica como Professor MacKenna, traz à tona uma antiga história de rivalidade entre as duas famílias, o que deixa os convidados da cerimônia curiosos e perplexos. Jordan Buchanan, irmã de Dylan, é quem mais fica entusiasmada com o que o excêntrico professor conta e, a partir de então, sai em uma aventura em busca de uma pequena e desconhecida cidade chamada Serenity, na qual encontrará muito além de narrativas pretéritas a respeito dos dois clãs.

Apesar de momentos intrigantes, como os mistérios envolvendo o Professor MacKenna, o ataque à protagonista Jordan e os corpos encontrados no porta-malas, a superficialidade da obra limita o impacto e a empolgação que poderiam envolver um leitor mais exigente. Trata-se de uma leitura para passar o tempo, mas está bem distante de ser marcante. É, na verdade, um título com apelo puramente comercial.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

"Os cem melhores poemas brasileiros do século", de Italo Moriconi

Este volume é um tesouro da literatura nacional. Nele, Italo Moriconi seleciona cuidadosamente os cem melhores poemas do século XX, trazendo ao público obras-primas de grandes nomes da poesia brasileira, como: Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Cecília Meireles, Ferreira Gullar, Vinicius de Moraes, Adélia Prado, Mario Quintana, Manoel de Barros, Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Carlos Nejar, Henriqueta Lisboa, Paulo Leminski, Augusto de Campos, dentre outros tantos autores renomados.

Definitivamente, uma caixa de joias!

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

"Grace", de Richard Paul Evans

"Grace" realmente foi um dos melhores e mais comoventes livros que já li. Ele nos apresenta ao adolescente Eric, integrante de uma família humilde. O menino abriga secretamente sua colega Grace, que fugiu de casa.

Aos poucos, a relação entre os dois aumenta de intensidade, e Eric descobre mais a respeito da família de Grace, inclusive sobre os motivos que a levaram a escapar daquela realidade.

Em sua obra, Richard Paul Evans nos emociona, nos mostra as condições de vida de muitas pessoas e nos enche de (des)esperança.

Portanto, "Grace" é uma história que encanta através de sua narrativa cativante, mas também nos desencanta o olhar para problemas graves que existem, embora, por vezes, optamos por desviar a nossa atenção.