No volume em questão, o jornalista Márcio Pinheiro concretiza um honroso texto biográfico a respeito do inegavelmente merecedor personagem Paulo Sant'Ana, que foi, de verdade, um gênio da crônica gaúcha.
Os leitores do Rio Grande do Sul liam as colunas de Sant'Ana antes do restante do jornal não só porque elas dialogavam de maneira perspicaz com o seu cotidiano, mas também por conta do carisma hipnótico dessa entidade do nosso estado.
Onde Paulo (ou Pablo) estivesse, seria o centro das atenções, pois, além da inteligência ímpar que possuía, temperada por um uso invejável da língua, ele detinha um magnetismo universal, tendo em vista que dominava todos os públicos. Num local dominado por chimangos e maragatos, gremistas e colorados, Sant'Ana era uma unanimidade.
E Márcio Pinheiro conta a história desse ícone de maneira notavelmente competente e respeitosa, enaltecendo as qualidades tamanhas do polivalente homenageado, assim como salientando os seus perturbadores defeitos.
Márcio fala da criança, do jovem, do adulto, do idoso. Discorre sobre o cronista, o radialista, o comentarista, o gremista, o político, o cantor. Inclui o viciado, o jogador, o herói, o vilão. Todos esses fatores, Pinheiro exemplifica com deliciosos dizeres do próprio Sant'Ana.
Ou seja, ele não deixa passar nada, bem ao estilo de Paulo Sant'Ana!
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